Se eu pudesse contar cada vez que ouvi no consultório: "Minha mãe tinha, minha avó também, será que só resta conviver com essas ‘aranhinhas’ nas pernas?". O fato é que varizes e vasinhos são quase uma epidemia silenciosa em Recife e no Brasil. Não é exagero. Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, mais de metade da população adulta, sobretudo mulheres, está em alguma fase do problema. Geralmente as queixas começam com desconfortos discretos, sensação de peso, e, um dia, aquela linha azulada avança pela coxa. Foi exatamente aí, nesse momento em que vergonha e incômodo chegam juntos, que a escleroterapia virou protagonista nas minhas conversas com pacientes.
O que é escleroterapia e quando considerar?
A escleroterapia é um procedimento minimamente invasivo feito por um médico vascular. Ela serve para eliminar veias indesejadas, seja aquelas que saltam na pele, seja os "vasinhos" avermelhados ou azulados. Na prática, trata-se de injetar um agente (líquido, glicose ou espuma) diretamente na veia afetada. Isso vai irritar a parede interna, causando o fechamento desse vaso e a absorção progressiva pelo corpo.
Já presenciei situações em que o efeito foi quase poético: a paciente chega retraída, poucos dias depois retorna de saia, sorrindo. Mas, falando sério, a indicação depende de avaliação médica cuidadosa. Eu recomendo especialmente nos seguintes casos:
- Veias finas (telangiectasias) ou médias, visíveis superficialmente;
- Desconforto, dor ou aspecto estético que incomoda;
- Há poucas contraindicações clínicas;
- Quem deseja tratamento ambulatorial, sem cortes e com rápida recuperação.
Aliás, uma dúvida comum é se serve para todo tipo de varizes. Nem sempre. Alterações em veias maiores, como as safenas, requerem técnica combinada ou métodos avançados, como endolaser e ATTA, assunto sobre o qual tenho compartilhado bastante na Clínica Catarina Almeida.
As principais técnicas de escleroterapia que eu uso (e indico para cada caso)
Com o passar do tempo, fui aprimorando o olhar para a escolha da técnica mais ajustada a cada perfil. Essas são as principais opções:
Escleroterapia com glicose
O método clássico, seguro, e queridinho para “vasinhos”. Geralmente indico para casos de veias bem fininhas, sensíveis ou para pacientes que não podem usar outras substâncias (alérgicos).Nessa técnica, aplico glicose hipertônica (normalmente a 75%) com agulhas delicadas, quase indolores. O vasinho costuma sumir em dias ou semanas. O principal benefício? Baixíssimo risco de alergias, menos desconforto no pós-procedimento e quase nenhum efeito colateral cutâneo relevante.
Mas não é mágica. Veias calibrosas não reagem bem a essa solução, então reservo para casos de telangiectasias e reticulares pequenas. E na maioria dos casos associado ao laser transdérmico.
Escleroterapia com espuma
Uma inovação que ganhou o Brasil há poucos anos e foi, inclusive, incorporada ao SUS por apresentar:
- Menor necessidade de internação
- Recuperação acelerada e menos dor após a realização
O que muda é que, nesse método, misturo o agente esclerosante tradicional a ar, formando uma espuma densa e branca. Com o ultrassom venoso, consigo injetar bem dentro de veias grossas e até safenas. Pode ser usada em varizes de médio a grande calibre, inclusive que causam sintomas crônicos ou feridas na perna.
Escleroterapia a laser/endolaser
A revolução do tratamento. O laser, em especial na técnica ATTA empregada em Recife e disponível na Clínica Catarina Almeida, permite atacar da raiz veias tronculares e tributárias sem cortes ou cicatrizes. Não é propriamente uma "injeção", mas uso o termo escleroterapia laser porque o objetivo é o mesmo: obstruir veias doentes, garantir resultado estético e eliminar sintomas.
Essa modalidade utiliza energia térmica dentro da veia, guiada por ultrassom, causando seu colabamento. É recomendada para quadros mais avançados ou quando se busca máxima precisão e estética. O Ministério da Saúde reconhece que a recuperação chega a ser imediata, com retorno rápido às atividades, conforme se viu nos mutirões que também participei do Hospital das Clínicas da UFPE.
Como funciona o procedimento passo a passo?
Preparação, técnica e recuperação são parte do segredo do sucesso.
Por mais que pareça simples quando explico, cada etapa faz diferença e é preciso certa dedicação ao detalhe:
- Avaliação clínica detalhada: começo ouvindo o histórico, sintomas, avaliando sinais visíveis e, se indicado, solicito ultrassom vascular.
- Escolha do método mais adequado: decido entre glicose, espuma ou laser/endolaser conforme tipo e calibre das veias afetadas.
- Marcação dos vasos: para melhor precisão, marco as veias a serem tratadas, muitas vezes com paciente em pé (veias se tornam mais evidentes).
- Condução do procedimento:
- Assepsia rigorosa com álcool 70%.
- Aplicação da substância escolhida com agulhas muito finas (na maioria das vezes quase não dói, falo logo mais disso).
- Eventual uso de ar resfriado para amenizar sensações estranhas.
- No caso do endolaser, anestesia local e laser aplicado intravascular, guiado por ultrassom.
- Compressão local e curativo: Faço leve compressa com algodão e esparadrapo micropos, tirada após algumas horas ou no dia seguinte.
- Meia elástica (quando indicado): Recomendo ou não uso, dependendo da técnica e da avaliação pós-sessão.
Quantas sessões são necessárias?
Essa é uma das perguntas que mais escuto. Não existe um número fechado: cada caso é único. O que vejo no dia a dia é que pequenas áreas podem desaparecer em 1 ou 2 sessões, mas o tratamento de múltiplas veias tende a levar de 3 até 6 sessões, espaçadas pela cicatrização natural do tecido. Veias grossas ou sintomáticas tratadas com espuma e ultrassom podem exigir menos intervenções, porém requerem reavaliação para garantir resultado completo.
Para saber um pouco mais sobre a expectativa na técnica com espuma, recomendo a leitura deste artigo publicado por mim: O que esperar da escleroterapia com espuma. Nele, detalho o passo a passo, as impressões das pacientes e o tempo médio para notar as mudanças.
Cuidados após o tratamento: o retorno à rotina em Recife
Imagine ser possível tratar os vasos pela manhã e já à tarde sair para caminhar pela orla de Boa Viagem ou ir ao trabalho de novo. Isso, confesso, ainda surpreende quem esteve anos evitando o tratamento.
As orientações que costumo dar para quem faz escleroterapia, especialmente aqui em Recife/Pernambuco, incluem:
- Evitar exposição solar na região tratada por pelo menos 1 semana;
- Permaneça ativa, caminhando normalmente para estimular a circulação;
- Evitar atividades muito intensas como musculação forte por 2-3 dias;
- Não coçar ou traumatizar a área (o prurido é comum e costuma sumir em 48h);
- Na presença de manchas, uso de cremes clareadores pode ser sugerido após avaliação;
- Uso de meias elásticas, se for pedido por seu vascular;
- Retornar às sessões agendadas até eliminar todos os vasos-alvo.
Recife favorece a recuperação: temperaturas elevadas, somadas às roupas leves, facilitam a retomada do dia a dia após o procedimento.
Riscos, efeitos colaterais e contraindicações na prática
Normalmente, a escleroterapia é muito bem tolerada. Ainda assim, é minha função advertir sobre situações em que podem surgir efeitos indesejáveis. O mais típico? Pequenas manchas roxas ou castanhas nas áreas tratadas, que vão sumindo com o tempo. Também pode ocorrer leve inchaço ou ardor leve nas primeiras horas.
Há situações, porém, em que eu não faço o procedimento ou peço atenção redobrada, seguindo orientações detalhadas no documento técnico da ANS:
- Pessoas com trombose venosa profunda ativa
- Quem apresenta trombofilias (tendência à coagulação excessiva)
- Grávidas
- Lactantes (mulheres amamentando)
- Casos de alergia comprovada ao agente esclerosante
- Infecção ou lesão de pele no local a tratar
Em resumo, o acompanhamento médico especializado é indispensável para definir a indicação e evitar complicações. Por sinal, em estudos como este da Universidade Federal de Pernambuco foi demonstrada eficácia superior de técnicas novas até mesmo sem agentes químicos clássicos, mostrando que o avanço depende da mão treinada do especialista e da avaliação ativa do paciente durante o acompanhamento.
O acompanhamento: diferença entre escleroterapia, cirurgia tradicional e métodos modernos
Durante um bom tempo, a principal via tratava varizes era a cirurgia convencional: cortes, internações e um pós-operatório que assustava até os pacientes mais corajosos. Hoje, em clínicas modernas como a Clínica Catarina Almeida, posso propor desde as técnicas clássicas até laser e métodos como o ATTA, todos com foco em menos dor, mínima marca na pele e resultado natural.
Vale fazer o paralelo:
- Cirurgia tradicional: exijia internação, uso de anestesia geral ou raqui, marcas na pele e afastamento do trabalho por dias ou semanas;
- Escleroterapia (todas as técnicas): realizada no consultório, com anestesia local ou sem nenhuma, recuperação imediata e sem cicatrizes visíveis;
- Laser/endolaser: proporciona resultado semelhante à cirurgia, sem cortes, com tempo estimado de retorno às atividades normais em até 48h, conforme vivenciado nos protocolos do Hospital das Clínicas da UFPE.
Fica muito claro pra mim que a escolha do método, mais do que modismo, é sobre respeitar o perfil do paciente e garantir segurança com resultado.
Diferenciais de confiança: por que buscar um especialista em Recife?
Há um detalhe pouco falado, mas que considero essencial: cada pele, cada sintoma, cada avanço de veia pede sensibilidade na abordagem. Na Clínica Catarina Almeida, priorizo não só o rigor técnico, mas um olhar atento ao bem-estar e autoestima do paciente, pois sei o quanto a saúde vascular impacta, inclusive, o desejo de vestir-se e se sentir livre nas ruas de Recife.
Na dúvida, sugiro conhecer relatos reais sobre os resultados do tratamento de varizes em Pernambuco ou conferir informações completas sobre como funciona a escleroterapia em detalhes.
Resultados que transformam: depoimentos, autoestima e bem-estar
De todas as etapas, essa é a que mais me gratifica. Ver pacientes antes retraídas, agora confiam em suas pernas, escolhem roupas com liberdade, aceitam convites para dançar ou caminhar à beira-mar. Essa transformação, mais do que estética, é sobre autoconfiança.
Os resultados, normalmente, se mostram em poucos dias (nas técnicas de glicose e laser), podendo levar algumas semanas para a absorção completa de veias tratadas com espuma. E sempre faço questão de avisar: a melhora é contínua, e o acompanhamento regular é necessário por se tratar de uma doença de base genética e hormonal.
Se você quiser aprofundar seu entendimento sobre as doenças venosas e opções de tratamento disponíveis, o conteúdo disponível em problemas de varizes é um ótimo ponto de partida, atualizado com dados nacionais e internacionais, desde causas até esclarecimentos sobre prevalência por idade e sexo, como destaca reportagem especial.
Considerações finais
Ao longo dos anos, percebi que a escolha do tratamento vascular certo faz muito mais do que eliminar veias salientes: renova autoestima, bem-estar e até planos de futuro. Em Recife e Pernambuco, a escleroterapia moderna mudou a vida de milhares de pessoas, permitindo que vivam com pernas leves, sem dores e sem as limitações de tratamentos agressivos do passado.
Se você está em busca de orientação sobre qual método é o melhor para seu perfil, saiba que a Clínica Catarina Almeida prioriza escuta, inovação e cuidados humanizados em cada etapa. Agende sua avaliação e tire suas dúvidas: costumo dizer que o primeiro passo é se informar e se cuidar melhor, as pernas agradecem!
Perguntas frequentes sobre escleroterapia
O que é escleroterapia para varizes?
A escleroterapia é um tratamento realizado pelo médico vascular para eliminar varizes e vasinhos por meio da aplicação de substâncias esclerosantes diretamente nos vasos afetados. O objetivo é provocar o fechamento da veia e sua absorção pelo organismo, atuando tanto na queixa estética quanto nos sintomas como dor ou cansaço nas pernas.
Como funciona a escleroterapia nas pernas?
Ela funciona por meio de pequenas injeções nas veias visíveis, utilizando substâncias como glicose, espuma ou até laser, dependendo do tamanho da veia. O esclerosante irrita a parede do vaso, leva ao seu fechamento e, posteriormente, o corpo absorve esse “vasinho” que incomodava. A escolha da substância depende do calibre da veia e perfil do paciente, exigindo avaliação individualizada.
Escleroterapia dói ou causa desconforto?
Grande parte dos pacientes relata desconforto leve, suportável, durante as aplicações. O uso de agulhas finas, técnicas de cooling (ar gelado) e preferência por substâncias menos irritantes, como a glicose, tornam o procedimento bastante tolerável. O incômodo é breve e não impede o retorno às atividades cotidianas logo em seguida.
Quanto custa escleroterapia em Recife?
O valor é bastante variável, dependendo do número de vasos, complexidade do quadro e técnica necessária. O ideal é passar por avaliação presencial, pois só assim é possível montar orçamentos personalizados e seguros. Na Clínica Catarina Almeida, priorizo sempre realizar o plano de tratamento mais fiel à necessidade real de cada paciente, sem surpresas futuras.
Quais os resultados esperados da escleroterapia?
Após o tratamento, a tendência é de desaparecimento progressivo das veias alvo, com melhora estética significativa em poucas sessões. Em geral, há melhora importante dos sintomas, como peso, dor ou queimação, e o visual das pernas se transforma de forma evidente. O acompanhamento periódico é importante, pois a doença venosa é crônica e pode surgir novas veias com o tempo.